quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Zelda

"The Legend of Zelda: Spirit Tracks" é um jogo que mistura ação, exploração e quebra-cabeças de um jeito tão próprio que é reconhecido como grife, assim como muitas franquias da Nintendo possuem suas particularidades. O jeito que o jogo progride é muito parecido com "Phantom Hourglass", ou seja, intercalando viagens pelo mapa-múndi, visita a cidades, exploração de templos e cavernas e a conquista gradual de um grande labirinto central, que neste game atende pelo nome de Spirit Tower.

Apesar de ser uma série, a história de um "Zelda" para outro geralmente não tem ligação direta. "Spirit Tracks" se passa um século após os eventos de "Phantom Hourglass" e, portanto, os protagonistas não são os mesmos. Aqui, Link é um jovem que acabou de se formar para ser maquinista de trem e, como reza a tradição no mundo de Hylure, os novos profissionais devem ter seus diplomas entregues pela realeza - é onde entra a princesa Zelda. Apesar de ligação forte entre os dois, eles nunca haviam partilhado uma aventura inteira juntos, e é o que acontece aqui. Ou quase, já que a princesa está presente apenas de alma (o que traz certas vantagens, como será visto mais para frente).

Com a nova profissão de Link, mudou também o meio de transporte. Sai o barco e entra a locomotiva, e não se trata de uma troca de seis por meia dúzia. A brincadeira de maquinista é mais divertida por trazer controles um pouco mais complexos. Pode-se pré-definir a rota, mas é sempre facultado ao jogador de que lado seguir ao chegar uma bifurcação. No começo, não há muito mais que fazer do que olhar a paisagem, mas, na medida que o jogo avança, muitas outras atividades estarão liberadas, como transportar pessoas e cargas, além de caçar animais.

O trem, obviamente, só pode andar sobre os trilhos, e, no começo, há poucos caminhos. A malha férrea vai crescendo quando se cumprem as missões, e, no final, o que era do tamanho de um Metrô paulista vira um sistema parisiense. Todo jogador de "Zelda" sabe que a alegria da descoberta é um dos aspectos mais fortes da série, e isso não é diferente em "Spirits Tracks": mesmo um caminho que não parece ter nada, pode esconder alguns segredos.

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